terça-feira, 25 de novembro de 2008

As Invasões, os roubos e sequestros, os cativeiros do SER




"Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem, pisam nas flores, matam nosso cão.

E não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a Voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer mais nada."

(Poema intitulado "No Caminho com Maiakovski", atribuído a Bertot Brechet, mas a autoria é de Eduardo Alves da Costa)


"A invasão é lenta. E o pior, é ato permitido. O nosso medo autoriza o invasor. Nossa fragilidade é uma forma de autorizar o golpe. O outro nos banaliza aos poucos, avança emnossos territórios; toma posse do que amamos, pisa no nosso jardim, mata os nossos filhos. Esta ocupação do nosso território não é feita com alarde. Fragilizado ficamos vunerável, e facilmente somos roubados de nós mesmos.

O ser humano vai fazendo a entrega de si mesmo em pequenas partes. Permite que os invasores se alojem nas imediações de seus territórios er, aos poucos, bem aos poucos, vai permitindo a invasão. ( do Livro Quem Me Roubou de Mim? de Fábio de Melo)



Esta triste reflexão dedico a todos aqueles que de uma forma ou de outra me roubaram de mim



"Há pessoas que nos roubam...



Há pessoas que nos devolvem." (Fábio de Melo)